Gago apaixonado

Fonte: : revisitampb.festim.net/ archives/000225.html
Mu... mu... mulher, em mim fi... zeste um estrago Eu de nervoso esto... tou fi... ficando gago Não po... posso com a cru... crueldade Da saudade, Que... que mal... maldade Vi... vivo sem afago
Tem tem... tem pe... pena Deste mo... mo... moribundo, que... que já virou Va... va... va... va... ga... gabundo Só... só... só... só... Por ter so... so... sofri... frido Tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... Tu tens um co... coração fi... fi... fingido
*Repete Introdução*
Mu... mu... mulher, em mim fi... zeste um estrago Eu de nervoso esto... tou fi... ficando gago Não po... posso com a cru... crueldade Da saudade, Que... que mal... maldade Vi... vivo sem afago
Teu teu co... coração me entregaste De... de... pois... pois... De mim tu to... toma... maste Tu... tua falsi... si... sidade é pro... profunda Tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... Tua vais fi... fi... ficar corcunda!
Artista: Noel Rosa Música: Gago apaixonado (Voz: João Bosco)
Clique e ouça!
(antes pause a música de fundo do blog)
Escrito por Gertrudez Florisbella às 21h07
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Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia.
Mario Quintana
Escrito por Gertrudez Florisbella às 17h12
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Mestre Da Vinci
"O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã".

(Extraído de http://www.conviteafisica.com.br/)
"Pouco conhecimento faz que as criaturas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe".
Frases do mestre Leonardo da Vinci
Escrito por Gertrudez Florisbella às 14h17
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Para alcançar a "Arte de Sorrir Cada Vez que o Mundo diz Não"....

"O BOSQUE"
Jean-Paul Barnier
"Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava. Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Certo dia, resolvi, então, aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria. Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Disse-me, ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas. Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho. Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Vários anos depois, ao retornar do exterior, fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao me aproximar, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho! O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao me aproximar do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: Praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pelas quais aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto, o tratamento mais fácil, jamais conseguiriam. Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"... Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos. Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar. Portanto, pretendo mudar minhas orações. Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos. Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe."
Escrito por Gertrudez Florisbella às 11h30
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Ana Flora, um pedacinho do seu cantinho aqui, no meu cantinho!
Ser jovem
Mac Arthur - 1945
A juventude não é um período da vida; ela é um estado espírito, um efeito da vontade, uma qualidade da imaginação, uma intensidade emotiva, uma vitória da coragem sobre a timidez, do gosto da aventura sobre o amor ao conforto.
Não é por termos vivido um certo número de anos que envelhecemos; envelhecemos porque abandonamos nosso ideal.
Os anos enrugam o rosto; renunciar ao ideal enruga a alma. As preocupações, as dúvidas, os temores e os desesperos são os inimigos que lentamente nos inclinam para a terra e nos tornam pó antes da morte.
Jovem é aquele que se admira, que se maravilha e pergunta, como a criança insaciável: E depois? Que desafia os acontecimentos e encontra alegria no jogo da vida.
És tão jovem quanto a tua fé. Tão velho quanto a tua descrença. Tão jovem quanto a tua confiança em ti e a tua esperança. Tão velho quanto o teu desânimo. Serás jovem enquanto te conservares receptivo ao que é belo, bom, grande. Receptivo às mensagens da natureza, do homem, do infinito.
E se um dia teu coração for atacado pelo pessimismo e corroído pelo cinismo, que Deus, então, se compadeça de tua alma de velho.
fonte: www.essenciafeminina.zip.net
Em uma de minhas visitas pelos blogs da net, deparei-me com este post no blog da Ana Flora. Conteúdo belíssimo!
Obtive autorização para publicá-lo na íntegra.
Querida Ana Flora, muito obrigada!
Doce beijo.
Escrito por Gertrudez Florisbella às 20h28
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Spaghetti Calabrese (para Cléia)

Ingredientes: - 300 g de massa tipo espaguete - 300 g de salame em tirinhas (toscano, calabrês ou hamburguês) - 1 cebola grande bem picada - 3 dentes de alho bem picados - 3 tomates pelados picados - 1 colher (sobremesa) de pimenta calabresa - 2 colheres (sobremesa) de creme de leite - 2 colheres (sopa) molho de tomate - molho de pimenta ou 1 pimenta ardida bem picada - azeite o suficiente
Modo de Preparo: Cozinhe a massa em água, óleo e sal, até estar 'al dente'. Em uma panela, esquente 3 colheres (sopa) de azeite e refogue o alho. Logo depois, coloque o salame, que não deve ser refogado demais. Junte a cebola e, quando ela começar a ficar clara, junte o tomate, a pimenta calabresa e o molho de pimenta (6 colheres de café para médio, 3 para forte e 2 para vulcânico) ou a pimenta ardida. Deixe a infusão secar um pouquinho, mas sem grudar. Junte molho de tomate, o creme de leite e um pouquinho de azeite. Mexa bem. Misture o molho na massa. Sirva quente e, como de costume na cozinha da Calábria, com um bom vinho e bastante pão.
Fonte: Cyber Cook
Estas noites frias paulistanas pedem uma culinária mais forte, apurada. Um espaguete a base de salame toscano e um bom vinho tinto seco é uma deliciosa opção.
Bom apetite!
Beijos da vovó! (Cléia, esta receita é para você! Beijo.)
Escrito por Gertrudez Florisbella às 21h03
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Na ofegante epidemia, sem perceber que era subtraída...

Escrito por Gertrudez Florisbella às 15h27
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O CEGO E O PUBLICITÁRIO
Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco,dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego". Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz,virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e o perfume e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".
Mudar a estratégia quando nada nos acontece pode trazer novas perspectivas e, quem sabe, sucesso!
(Desconheço o autor)
Beijos da vovó.

Escrito por Gertrudez Florisbella às 12h17
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Vorta em vorta da lâmpida...

"As mariposa quando chega o frio Fica dando volta em volta da lâmpida pra se esquentar Elas roda, roda, roda e dispois se senta Em cima do prato da lâmpida pra descansar
Eu sou a lâmpida E as muié é as mariposa Que fica dando volta em volta de mim Toda noite só pra me beijar"
(As Mariposa - Adoniran Barbosa)
Escrito por Gertrudez Florisbella às 12h15
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Receita de solidariedade

Uma jovem senhora, na faixa dos seus trinta e nove anos, muito religiosa, como a mãe, tinha o costume de levar seus filhos à igreja todos os domingos. A filha mais velha ia vez ou outra, mas sempre dava um jeito de se esquivar do programa de domingo. O filho do meio acompanhava sua mãe, mas tb, qdo podia, dava um jeito de se esquivar da "missão". A filha mais nova era mais assídua. Sempre acompanhava sua mãe. Todos os domingos as duas estavam na igreja. A caçula não compreendia todos aqueles símbolos, o real significado dos substantivos lá empregados. A missa era como um grande teatro, com todos os seus atos. Ouvia falar de Amor, Compaixão, Solidariedade, mas nunca entendera precisamente o significado de tais palavras. Ia à missa pois achava q era sua obrigação como católica (assim a entitularam desde q nascera). Sentia q sua presença lá todos os domingos era necessária p/ se ter uma vida correta, pura e, principalmente, seguir os passos de sua mãe, sua grande mulher. Certo dia, na saída da missa, a criança viu um pobre homem, sentado na escadaria da igreja, pedindo trocados. Ela foi surpreendida com tal cena e, imediatamente, puxou a blusa de sua mãe, na tentativa de chamar-lhe a atenção. A mãe voltou-se para a criança e esta murmurou: "Mãe, vamos dar algum dinheirinho p/ este senhor!? Ele pede. Está precisando." A mãe não titubeia e diz prontamente: "Vc quer mesmo ajudar esse senhor? Quer fazer uma doação?". A criança responde com veemência: "Quero muito!". A mãe, com um sorriso suave, afastou-se daquele senhor e dirigiu-se ao veículo. A criança, sem entender, acompanhou sua mãe. As duas saíram do pátio da igreja e foram embora. A criança, com um ar interrogativo, não ousou perguntar nada. Chegaram ao supermercado, como de rotina, afinal este se localizava ao final da rua da igreja. A criança adorava acompanhar sua mãe no mercado. Ficava horas admirando todos aqueles legumes coloridos, observando as pessoas transitando para lá e para cá. Observava algumas senhoras cheirando e apertando as frutas. Ficava admirada com aquela maquininha de inserção das etiquetas de preço. Tudo era divertido e seus olhinhos varriam todo aquele cenário com muita sede e rapidez. Eis q chegaram no corredor frio. A criança ficou estática observando um pote de sorvete. A mãe, ao lado, fingiu q não percebera o olhar da criança. Mas ficou apreensiva, como se esperasse a criança dizer algo. E a apreensão se findou qdo a criança voltou-se p/ a mãe, com um ar admirado, e pediu-lhe q comprasse o sorvete. A mãe, sempre muito sábia, não esboçou outro semblante q não aquele calmo q possuía, voltou-se p/ a filha e disse-lhe: "Vc quer muito esse sorvete não quer?". A criança não hesitou! Abriu um sorriso enorme e com um "Sim" em alto e bom som convencera sua mãe de q aquele era seu grande desejo. A mãe, novamente com seu semblante calmo e sábio, rebateu-lhe: "Mas vc tb quis ajudar aquele senhor da porta da igreja, não quis? Vc ainda quer isso?". Outro "Sim" em alto e bom som foi ouvido. A mãe se calou por instantes. Infinitos instantes para aquela pequena. E então, a mãe disse à criança: "Se vc quer muito ajudar aquele senhor, nós pegamos o dinheiro q gastaríamos na compra do seu sorvete, voltamos à igreja e damos para aquele pobre homem.". E repetiu com muita sabedoria: "Vc quer mesmo ajudar aquele senhor?". A criança se fecha num silêncio profundo... Q escolha difícil! Não imaginava se deparar com tamanho obstáculo. A mãe, na tentativa de deixar a criança à vontade na sua grande questão, tornou a observar as prateleiras e, como se nada acontecera, ficou a escolher uma peça de frango. A criança ficou olhando fixamente p/ aquele ser engraçado de coxas grossas, mas era notório q não divagava sobre a anatomia da pobre ave. A mãe, instantes depois, foi surpreendida com um "Sim". A criança resolvera ajudar o pobre homem. A mãe, mesmo tentando ser imparcial, não conseguiu disfarçar um sutil sorriso. Aquele sorriso fixou-se na memória daquela criança, um sorriso de admiração. (Mas não me fixarei neste detalhe, não quero me prender à qual alternativa foi escolhida, mas ao ato de escolher, ato q envolveu muita reflexão e aprendizado.) Após às compras, deixando o pote de sorvete p/ trás, as duas se dirigiram novamente à igreja e completaram o q haviam proposto. Aquele sentimento de doação, misto de privação, ficou marcado naquele pequeno Ser. Foi a primeira grande escolha daquela criança. Uma escolha mudara tudo. Uma grande metamorfose de um Ser, numa aparente "simples escolha". E a criança compreendera precisamente o significado da tão dita solidariedade.
Essa criança sou eu. Uma criança q até hoje é submetida a grandes pequenas escolhas e q muito cresce e aprende a cada decisão. Uma criança q ama sua mãe e a tem como sua grande mulher, grande luz na sua vida. Obrigada, mamãe! Obrigada por me fazer entender o real significado da Solidariedade! Amo vc! Beijos da vovó!
Escrito por Gertrudez Florisbella às 22h27
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Receita de carinho

Se existe algo com gosto de carinho, é bolinho de chuva.Lembrei-me desta receita ao ver o desenho da chuva que escorre do lado de fora da minha vidraça. Com certeza, você se lembra de sua avó em frente ao fogão, jogando colheradas de massa no óleo e colhendo bolinhas sorridentes. Deixe saudades você também, preparando esta receita em sua casa! Beijos da Vovó!
Bolinho de chuva
Ingredientes:
- 2 ovos
- 1 copo americano de açúcar
- 2 copos americanos de farinha de trigo
- 1/2 copo americano de água
- 1 colher de sopa rasa de fermento em pó
- 6 bananas nanicas picadas
- açúcar e canela para polvilhar
Preparo:
- Misturar e bater (à mão ou na batedeira) os ovos, o açúcar, a farinha de trigo, a água e o fermento em pó.
- Por último, adicionar as bananas e misturar.
- Fritar às colheradas em óleo quente.
- Polvilhar com canela e açúcar.
- Servir ainda quente.
Escrito por Gertrudez Florisbella às 22h24
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No tempo da onça

A namorada
Manoel de Barros
Havia um muro alto entre nossas casas. Difícil de mandar recado para ela. Não havia e-mail. O pai era uma onça. A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão E pinchava a pedra no quintal da casa dela. Se a namorada respondesse pela mesma pedra Era uma glória! Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira E então era agonia. No tempo do onça era assim.
Texto extraído do livro "Tratado geral das grandezas do ínfimo", Editora Record - Rio de Janeiro, 2001, pág. 17.
Escrito por Gertrudez Florisbella às 20h52
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Grande Chico!

fonte: http://www2.uol.com.br/designgrafico/dalcio.htm
" Estava a toa na vida, o meu amor me chamou Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor A minha gente sofrida, despediu-se da dor Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro, parou O faroleiro que contava vantagens, parou A namorada que contava as estrelas, Parou para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada, sorriu A rosa triste que vivia fechada, se abriu A meninada toda se asanhou Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou Qu'inda era moço pra sair no terraço e dançou A moça feia debruçou na janela Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu A lua cheia que vivia escondida, surgiu Minha cidade toda se enfeitou Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto, o que era doce acabou Tudo tomou seu lugar, depois que a banda passou E cada qual no seu canto, em cada canto uma dor Depois da banda passar, cantando coisas de amor "
(A Banda - Chico Buarque)
Esta canção é uma pintura, o ritmo da banda vai conduzindo-nos na "tela". Ouça a canção e entre nesta obra!
Vovó
Escrito por Gertrudez Florisbella às 12h07
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Primeiro encontro

Hoje é o primeiro dia desse nosso espacinho.. cof cof, (pausa para a retomada de fôlego), tudo está em ordem! Minhas toalhinhas de crochê sobre os móveis, um arranjo de flores sobre a mesa, relíquias do tempo de mamãe nos remete ao século passado... As cortinas rendadas estão lindas! Lá fora, o sol teima entrar...de tão insistente, atravessa a cortina pelas lacunas do tecido... e a sala se enche com um espetáculo de luz e sombra... Feixes vitoriosos de luz (aqueles q venceram a batalha no tecido e invadiram a casa) tocam os cristais da prateleira...e num lindo balé cromático dão vida à sala.. Todo o espectro dentro de minha casa q tb é sua! O balé de cores dança ao som do coreto lá fora... Uma banda ritmada, q se harmoniza com o oscilar de minha cadeira de balanço... Cheiro de canela pela casa... sinal q os biscoitos estão prontos no forno! E como o cheiro da canela se combina com o aroma do café q acabei de passar... ...num acorde aromático! Estou pronta a recebê-los em minha casa! Sejam bem-vindos!
Escrito por Gertrudez Florisbella às 18h53
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